COMO TRABALHAMOS
Email marketing para e-commerce e PMEs
O email continua a ser o canal que mais vende por euro investido, desde que seja relevante, segmentado e bem medido. Este guia mostra como montamos uma estratégia de email marketing do zero.
1. Construir uma lista de qualidade
A lista é o ativo mais valioso do email marketing, e ao contrário dos seguidores nas redes sociais, pertence-lhe. Crescemos a lista com formulários discretos no site, pop-ups com oferta de boas-vindas, checkout com opção de subscrição e iscas de conteúdo (guias, checklists, amostras) para quem ainda não está pronto para comprar.
Nunca compramos listas. Além de violar o RGPD, destroem a reputação do domínio e fazem com que até os emails para clientes reais acabem no spam.
Posso usar a minha lista de contactos atual? Sim, desde que seja uma lista de contactos que deram consentimento (opt-in). Fazemos uma auditoria inicial para verificar a qualidade da lista e sugerir limpeza se necessário.
2. Entregabilidade: chegar à caixa de entrada
Desde 2024, a Google e a Yahoo exigem autenticação do domínio, cancelamento de subscrição num clique e uma taxa de queixas de spam muito baixa a quem envia emails em volume. Sem isto, as mensagens são filtradas antes de alguém as ver.
Como garantem que os emails não vão para spam? Seguimos todas as best practices de deliverability: autenticação SPF/DKIM/DMARC, warm-up de IP, higiene de lista, conteúdo otimizado e monitorização contínua de reputação.
- SPF, DKIM e DMARC configurados no domínio de envio.
- Domínio próprio em vez do domínio genérico da plataforma.
- Limpeza da lista de contactos inativos e endereços inválidos.
- Aquecimento gradual quando se muda de plataforma ou de domínio.
3. As 6 automações que todo o e-commerce precisa
As automações são sequências de emails enviadas quando alguém faz (ou deixa de fazer) alguma coisa. Configuram-se uma vez e trabalham todos os dias. Estas são as seis que implementamos primeiro:
- Boas-vindas: apresenta a marca e converte o novo subscritor na primeira compra.
- Carrinho abandonado: recupera vendas que ficaram a meio, normalmente em 2 ou 3 emails.
- Pós-compra: agradece, explica como usar o produto, pede avaliação e sugere o próximo passo.
- Win-back: reativa clientes que não compram há vários meses.
- Aniversário: uma mensagem pessoal com um benefício, com taxas de abertura muito acima da média.
- Lead nurturing: no B2B, acompanha o contacto com conteúdo útil até estar pronto para falar com a equipa comercial.
4. Segmentação: a mensagem certa para cada pessoa
Enviar o mesmo email a toda a lista é a forma mais rápida de aumentar os cancelamentos. Segmentamos por comportamento (produtos vistos, compras, cliques), por valor (clientes VIP, clientes de uma só compra) e por momento (novos subscritores, clientes em risco).
Com a segmentação, cada campanha vai para menos pessoas, mas vende mais, e a reputação do domínio melhora porque as mensagens são abertas e clicadas.
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5. Newsletters que as pessoas querem abrir
Uma newsletter não é um catálogo. As que funcionam misturam conteúdo útil (dicas, guias, novidades do setor) com ofertas, têm um assunto claro e uma única chamada à ação principal. Definimos um calendário editorial mensal alinhado com as campanhas, os lançamentos e as datas sazonais do seu negócio.
6. Design e copy de email
Mais de metade dos emails é aberta no telemóvel. Os nossos templates são responsivos, leves, com texto real (não imagens com texto) e botões grandes. Escrevemos assuntos e pré-cabeçalhos que dizem o que o leitor ganha em abrir, e testamos variações.
Criam o conteúdo dos emails? Sim! A nossa equipa cria todo o conteúdo, incluindo copywriting, design e imagens. No pacote Starter usamos templates standard; nos pacotes Growth e Scale criamos designs personalizados.
7. Testes A/B e otimização
Testamos uma variável de cada vez: assunto, hora de envio, oferta, imagem principal ou posição do botão. Cada teste tem um vencedor claro e o que aprendemos é aplicado às campanhas seguintes e às automações.
8. Métricas de email marketing que importam
Desde que a Apple passou a abrir emails automaticamente, a taxa de abertura deixou de ser fiável como indicador principal. Medimos sobretudo o que acontece depois:
- Receita por email enviado e receita atribuída às automações.
- Taxa de clique e taxa de conversão das campanhas.
- Crescimento líquido da lista (novos subscritores menos cancelamentos).
- Queixas de spam e bounces, para proteger a entregabilidade.
9. Email marketing e RGPD
Na Europa, o email marketing exige consentimento livre, específico e informado, registo de quando e como foi dado, e uma forma simples de cancelar. Configuramos formulários com as caixas de consentimento corretas, dupla confirmação quando faz sentido e políticas de retenção de dados.
10. Klaviyo, Mailchimp, ActiveCampaign ou Brevo?
Não há uma plataforma de email marketing melhor para todos os negócios. A escolha depende do tipo de negócio, do tamanho da lista e das integrações de que precisa:
Que plataforma de email marketing usam? Trabalhamos com as principais plataformas: Klaviyo, Mailchimp, ActiveCampaign, Brevo (ex-Sendinblue) e HubSpot. Recomendamos a melhor opção com base nas suas necessidades e integrações.
- Klaviyo: a mais completa para e-commerce, com dados de compra do WooCommerce ou do Shopify em tempo real e segmentação muito fina. Mais cara em listas grandes.
- Mailchimp: simples de usar e boa para newsletters e automações básicas. Indicada para começar.
- ActiveCampaign: forte em automações complexas e em CRM, ideal para negócios B2B e de serviços.
- Brevo: preço por volume de envios e não por contacto, útil para listas grandes com envios pouco frequentes. Inclui SMS.
11. Com que frequência enviar emails
A frequência certa é a que a sua lista aguenta sem aumentar os cancelamentos. Para a maioria das lojas online, uma a duas newsletters por semana funcionam bem, mais as automações, que são sempre bem-vindas porque respondem a uma ação do cliente. Para serviços B2B, uma newsletter mensal ou quinzenal com conteúdo de valor costuma ser suficiente.
O que mais importa é a consistência: uma lista que recebe emails com regularidade tem melhor entregabilidade do que uma que só é contactada nas campanhas de saldos.
Quantos emails posso enviar por mês? Depende da plataforma escolhida, mas tipicamente não há limite de envios. O número de newsletters e automações está definido em cada pacote, mas podemos ajustar às suas necessidades.
12. Integrações com a loja, o CRM e os anúncios
O email marketing funciona melhor quando está ligado ao resto do negócio. Integramos a plataforma com o WooCommerce ou o Shopify (compras, produtos vistos, carrinhos), com o CRM (fase do contacto, reuniões) e com o Meta Ads e o Google Ads, para usar os segmentos de email como públicos de anúncios e excluir quem já comprou.
Estas integrações permitem, por exemplo, enviar um email de reposição quando um produto consumível está a acabar, ou mostrar um anúncio de outra categoria a quem acabou de comprar.
13. Email marketing para empresas de serviços e B2B
Nas empresas de serviços, o email marketing serve sobretudo para criar confiança antes da venda. Uma sequência de boas-vindas com casos de clientes, respostas às objeções mais comuns e um convite para uma reunião converte melhor do que qualquer oferta de desconto.
Trabalhamos também newsletters para clientes atuais, com novidades, dicas e pedidos de recomendação, porque um cliente satisfeito que é lembrado com regularidade é a melhor fonte de novos contactos.
Quanto custa o email marketing
Os planos da onOrbit Marketing começam nos 290€ por mês (Starter, até 5.000 contactos, 4 newsletters por mês e 2 automações), passando pelo Growth a 590€ (até 25.000 contactos, automações ilimitadas e segmentação avançada) e pelo Scale a 990€ (contactos ilimitados, personalização dinâmica e consultoria estratégica). A plataforma de envio é paga à parte e depende do tamanho da lista.
Numa loja online com tráfego regular, as automações de boas-vindas e de carrinho abandonado costumam ser das primeiras a pagar o investimento, porque recuperam vendas que já estavam quase feitas.